domingo, 21 de agosto de 2011

EAD no Brasil e no mundo


Fala-se em ensino presencial, ensino a distância, on-line, off-line, streaming, satelitizado, etc... Quantas metáforas! 
Gostaria de perguntar: Você sabe como você aprende? já pensou nisto? A distância ou presencial o fato é que não nos perguntamos como nosso cérebro apreende as informações que nos são passadas pelo professor, pelos livros, dissertações, teses e tantas outras formas e mídias. Se aceitamos as informações passadas pelos livros porque não aceitamos as informações que nos são passadas por uma tecnologia como a internet ou outro meio de comunicação. Será que é porque existem tantas pessoas que escrevem na internet sem citar as fontes de seu conhecimento e por isto não nos parecem ter fundo científico? Não nos parecem ser confiáveis. Bem, este é meu paradigma quando acesso algo escrito e o texto não apresenta a fonte de onde foi refletido,pensado e apreendido. Sim, um texto que não sita suas fontes não nos remete a algo pensado, elaborado com cuidado, portanto impreciso de ser verificado e repetido, logo infere-se de cunho não científico, empirico, segundo Sampieri(2006).
Me parece que, se os cursos EAD e seus elaboradores escreverem corretamente, citarem suas fontes e atentarem-se para a cultura do publico alvo, certamente estes cursos tornar-se-ao admirados e assim teremos a quebra deste paradigma de que curso a distancia não é bom. Sim, sera bom, quando a informação passada gerar discussão e conhecimento em seus seguidores, seja no Brasil ou em qualquer outro país.


3 comentários:

  1. Com relação a questão, considero que as resistências fazem parte da vida das pessoas, principalmente para quilo que se apresenta como novo. Acontece que como nos mostrou o prof. João Mattar, a EaD é algo que vem se desenvolvendo há anos no Brasil, mas mesmo assim encontramos resistências, inclusive de órgãos de classe. Temos um agravante no Brasil que se refere aos analfabetos funcionais, estes provavelmente terão mais dificuldades para enfrentar cursos EaD, enquanto isso a classe mais privilegiada intelectualmente acaba forçando para manter o status. Precisamos envolver toda comunidade nesta discussão sobre EaD.

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  2. Concordo sobre a questão da qualidade e da necessidade de uso de referências nos textos trabalhados. Acredito que as resistências não são pelos materiais disponibilizados nos cursos EAD mas pela falta de conhecimento do modelo de aprendizagem, por resistência de órgãos de classe e também como diz a Sofia no comentário anterior por existirem analfabetos funcionais.

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  3. Sim, paradigmas existem. O paradigma de ensino a distancia, o qual sempre foi, se existiu o ensino presencial algum dia foi na época de platão onde seus discipulos o acompanhavam até na praça, como nos narra a histório. Após a invenção da imprensa por Gutenberg o ensino todo passou a ser a distancia, pois a fonte estava muito distante do aprendiz, entretanto agora com os meios de comunicação; a fonte pode e fica muito proxima de todos nós. O que se classifica hoje como ensino a distancia a meu ver numca foi tão presencial, pois podemos ter o ensinamento direto da fonte geradora. Se isto é a distancia, viva a tecnologia que nos proporciona tamanha proximidade.
    Entretanto o paradigma existe e os cursos via satélite ou Internet onde podemos assistir as aulas no momento em que estao sendo geradas sao tidos como a distancia. Não, estas são mais presenciais que aquelas onde o professor está presente entretanto disseminando um conhecimento gerado a quilometros de distancia ou o professor está disseminando sua interpretaçao de um autor do outro lado do mundo, isto é chamado de ensino presencial, sera?

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